Miguel Calmon: Avaliação do Arraiá Calça-Curta 2019. Forró autêntico? Sertanejo? Veja a opinião do público e dos comerciantes:

Publicado em 03/07/2019 às 22:26h


O Arraiá Calça-Curta, da cidade de Miguel Calmon-BA, no Piemonte da Chapada Diamantina, nesse ano de 2019, aconteceu entre os dias 20 e 23 de junho e contou com atrações renomadas como Tayrone, Zezo, Wallas Arrais, dentre outras, que animaram as milhares de pessoas presentes na praça nos quatro dias.

Um fato que tem chamado atenção nos ultimos anos é a "invasão" de outras culturas musicais nas festas juninas, fato esse que divide opinião.

De um lado, um público conservador que defende o autêntico forró, marca registrada do nordeste no periodo junino, do outro lado, um público com visão diferente e que defende a inserção de outros estilos musicais no são João, como é o caso de Tayrone, Zezo e até mesmo o Wallas Arrais.
No meio desse fogo cruzado, estão os chefes de estados e municípios, para tentar agradar a todos.

O Calmon Notícias esteve fazendo a cobertura do Arraiá Calça-Curta durante os quatro dias e teve a oportunidade de ouvir os dois públicos, cada um com seus motivos.
O investimento feito pelos estados e municípios nas festas juninas não visa apenas a "diversão" e a cultura, mas também o lado comercial, de forma que o investimento feito, possa trazer retorno para os comerciantes. Para isso, o Calmon Notícias ouviu vários barraqueiros que trabalharam no circuito da festa esse ano em Miguel Calmon.

Perguntamos qual foi o melhor dia para vendas esse ano e eles foram unânimes na resposta : SEXTA-FEIRA, dia em que Tayrone se apresentou.

No outros dias, as vendagens foram consideradas razoáveis, porém, segundo eles, superaram o ano passado, no geral.
Para os barraqueiros, os forrozeiros são importantes nos festejos, por conta da tradição, mas é necessário trazer outros estilos que atualmente agradam o público (povão) e turbinam as vendagens, potencializando o comércio.

Outro quesito que foi defendido pelos barraqueiros foi a liberação das marcas de cerveja:
"Não existe você ir pra um circuito e ser obrigado a tomar uma cerveja lá qualquer, então eu tinha o maior prazer quando chegava alguém na minha barraca e perguntava qual cerveja tem? E eu dizia uns 7 tipos de cerveja e o cara escolhia a que ele queria". Ressaltou um barraqueiro.
"O Folião fica mais a vontade para escolher a sua bebida", disse outro.

Quanto a organização do evento, no geral, os barraqueiros avaliaram como sendo "boa".
Um barraqueiro ressaltou a importância de ter dois palcos "paralelos", segundo ele, "Miguel Calmon quando teve São João bom, nós tinhamos dois palcos. Aquela parada de 30 minutos, de intervalo , às vezes chega até 1h, o folião reclama, fica aquele silêncio, porque aquele palco que colocam lá embaixo, só escuta quem tá ali do lado, então, tem que haver dois palcos".
reclamou ele.

Dado o exposto, podemos perceber que a avaliação do Arraiá Calça-Curta 2019, na opinião dos barraqueiros/comerciantes, é positiva, havendo apenas a necessidade de alguns ajustes, na opinião de alguns.


Da redação/Calmon Notícias

 

 

 

 

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